Entregues os escravos aos capitães dos navios [...] estes procuram [...] transportar num navio o maior número possível e dispender com eles o menos que possa ser [...]Os negros escravos são metidos no porão e aferrolhados [...] e ali lhes falta tudo. Nada mais têm por onde o ar lhes possa chegar que a grade da escotilha e umas pequenas frestas [...] A transpiração é aumentada pelo calor da zona por onde navegam e isto torna o ar infestado e por isso muito prejudicial à saúde [...]. Têm uma curtíssima ração de água e esta amornada pela ardência do calor [...] E têm uma escassa ração de alimentos [...]. Não haverá razão para chamar aos escravos, que a tanto resistem e que a tanto escapam, homens de pedra ou de ferro?
L. A. Oliveira Mendes, Memória a respeito dos escravos (1793)
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